iPhone 7: case de inovação ou de obsolescência programada

Iphone 7

Anunciado esta semana pela Apple, o iPhone 7 e o iPhone 7 Plus serão lançados no mercado este ano com uma série de novidades em relação às edições anteriores do smartphone, o iPhone 6S e o iPhone SE. No entanto, é importante frisar que novidade e inovação são duas coisas diferentes.

Novidade, neste caso, aponta os diferenciais do novo aparelho em detrimento às características que o iPhone já possui, englobando melhorias, design e alterações de hardware e sistema operacional. Já o conceito de inovação diz respeito às funcionalidades exclusivas ou pioneiras, que representam um impacto positivo na forma de se utilizar o aparelho e suas aplicações.

Prestes a lançar a 14ª edição do iPhone, a Apple reafirma seu poderio junto ao mercado de tecnologia de comunicação móvel, fazendo com que as marcas concorrentes se apressem por apresentar novos smartphones para continuarem competitivos e atraindo um público que está sempre sedento por novidades tecnológicas, por mais que essas novidades sejam, em certos casos, completamente irrelevantes.

Pode se afirmar que a Apple é a empresa responsável por conduzir a dinâmica de lançamentos de smartphones no mercado global, adotando uma frequência de inserção de novos produtos no mercado cuja média é de 12 meses, garantindo que o volume de vendas da empresa seja satisfatório em um negócio que movimenta bilhões de dólares todos os meses do ano, favorecendo uma cadeia de distribuição grandiosa que envolve desde megastores até pequenas lojas de assistência técnica ao redor do mundo.

Só o anúncio do novo lançamento fez com que seus modelos anteriores sofressem uma queda em seu valor de venda, promovendo uma nova corrida de usuários que esperam adquirir as últimas versões do iPhone lançadas por um preço melhor. Uma ótima oportunidade, principalmente se levarmos em consideração que o  iPhone 7 custará US$649,00 nos Estados Unidos, cerca de R$2.100,00 sem contar as taxas de comercialização de produtos tecnológicos importados cobrados no Brasil, que certamente encarecerão bastante o produto no país.

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Em meio ao anúncio do seu novo smartphone, a Apple apontou os principais diferenciais e novidades  do iPhone 7. Em termos de design, o aparelho ganhou duas novas “cores”, o jet black (de cor preta e brilhante) e o preto fosco, que se juntam às opções prata, dourado e ouro rosé. Proteção IP67 que garante resistência contra água e poeira. Processador A10 Fusion Quadcore, câmera dupla com sensores de 12MP e lentes grande angular e teleobjetiva. Apesar de não revelar a capacidade da bateria, a Apple informou que a duração da bateria é de até duas horas a mais que a versão anterior. E a grande polêmica ficou por conta da entrada de fones de ouvido que foi retirada desta nova versão, cabendo ao usuário arcar com o ônus de adquirir o AirPods, fones sem fio ativados por bluetooth ou lightning.

A grande questão por trás deste lançamento é a mesma que vários especialistas da área de tecnologia de informação e mercado costumam fazer: Onde está a inovação nos recentes lançamento da Apple? Apesar do sucesso comercial da marca e dos seus produtos no mercado consumidor, a impressão é que há uma mensagem cujo apelo de inovação está sempre presente, mas a evolução dos produtos ao longo dos anos tem mostrado algo divergente.

Diante deste impasse, nos resta imaginar se a essência da Apple ao longo de quatro décadas de atuação junto ao mercado de tecnologia com ampla expertise em pesquisa, desenvolvimento, marketing e vendas tem se pautado em desenvolver inovações tecnológicas que gerem benefícios para os consumidores ou se a empresa tem operado sob o viés de oferecer produtos cuja obsolescência programada seja sempre muito pontual, ao passo que seus consumidores já não percebem que têm pagado todos os anos para adquirir o mesmo produto.

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